Na manhã da última terça-feira, 12 de agosto, integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) invadiram o prédio da Prefeitura Municipal de Parauapebas, no sudeste do Pará, em um protesto por melhorias no acampamento Terra e Liberdade, localizado na zona rural do município.
Segundo testemunhas, os manifestantes derrubaram o portão principal da sede do Executivo e forçaram a entrada no prédio com o uso de ferramentas agrícolas, como foices. Durante a ação, houve registros de depredação do patrimônio público e agressões físicas. Um servidor público, identificado como Gabriel Souza Torres, lotado no gabinete do prefeito, foi agredido fisicamente. Além disso, um jornalista que cobria o ato foi supostamente coagido pelos manifestantes.
Mesmo com a presença da Guarda Municipal, os manifestantes conseguiram ocupar o interior da prefeitura. O grupo não apresentou uma pauta oficializada até o momento, mas afirma estar reivindicando melhorias estruturais e sociais para o acampamento Terra e Liberdade, onde vivem dezenas de famílias ligadas ao MST.
Em nota, a Prefeitura de Parauapebas repudiou a ocupação e classificou a ação como “violenta e desproporcional”. O prefeito Aurélio Goiano afirmou que a gestão está aberta ao diálogo, mas não aceitará atos de vandalismo como forma de pressão. “Não houve nenhuma solicitação formal de reunião por parte do movimento. Invadir um prédio público, agredir servidor e danificar patrimônio não é a forma correta de buscar diálogo”, declarou o gestor municipal.
Diante da invasão, a Procuradoria Jurídica do município entrou com pedido de interdito proibitório e reintegração de posse na Justiça. A expectativa é de que a Polícia Militar, com apoio de tropa especializada de Marabá e Belém, atue na desocupação do local nos próximos dias.
A Polícia Civil já instaurou inquérito para investigar os atos de violência e identificar os responsáveis. Até o fechamento desta matéria, os manifestantes permaneciam no prédio da prefeitura.
