
O grupo político ligado a Daniel Santos voltou a ser destaque no noticiário nacional após denúncia do Ministério Público do Pará (MPPA) que aponta um esquema de desvio de R$ 21,7 milhões nos cofres da Prefeitura de Ananindeua. A ação envolve o vereador e ex-secretário municipal de Habitação, Alexandre Gomes (Podemos), ao lado de outras dez pessoas, em uma fraude articulada por meio de desapropriações irregulares na gestão municipal.
A investigação detalha como o esquema coagiu um idoso de 77 anos, dono de um terreno usado como campo de futebol comunitário, a assinar documentos sob a falsa justificativa de quitar uma dívida de IPTU. Sem saber do teor do acordo, a vítima teve o imóvel expropriado, abrindo caminho para que Juvenal Teixeira — concunhado e aliado próximo de Alexandre Gomes — aparecesse como procurador e embolsasse cerca de R$ 2,3 milhões da prefeitura em 2023.
O escândalo amplia o cerco judicial e político sobre o grupo de Dr. Daniel Santos (Podemos). Revelado em reportagem do portal Metrópoles, o caso também conecta Alexandre Gomes a investigações paralelas sobre a compra de uma mansão atribuída a Daniel Santos, reforçando as suspeitas de uso da estrutura pública para favorecimento do grupo político.
