Em artigo de opinião intitulado “Não é dividir o agro. É completar o Pará”, o pré-candidato e idealizador do programa Plantar o Futuro, Júnior do Macre, defende que o desenvolvimento econômico do estado passa pelo fortalecimento da agricultura familiar, sem oposição ao agronegócio empresarial.
No texto, Júnior do Macre reconhece a importância do grande agronegócio, da mineração, da indústria e da logística para a economia paraense, destacando que esses setores contribuíram para posicionar o Pará entre as maiores economias do país. Segundo ele, o desafio atual não é reduzir a força do grande produtor, mas criar condições para que o pequeno agricultor também participe de forma mais competitiva da geração de riqueza.
O artigo cita dados econômicos que apontam o Pará como a maior economia da Região Norte, com Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 254,55 bilhões em 2023. Também destaca a relevância da agropecuária na economia estadual e a liderança do estado na produção de açaí, cacau e dendê.
Apesar desse desempenho, Júnior do Macre afirma que grande parte dos pequenos produtores ainda enfrenta dificuldades estruturais, como falta de assistência técnica, acesso limitado ao crédito orientado, infraestrutura precária, dificuldades de comercialização e pouca agregação de valor à produção.
Junior do Macre fala das políticas públicas voltadas apenas ao financiamento ou à entrega de equipamentos não são suficientes para promover mudanças duradouras. Ele defende um modelo integrado, baseado em assistência técnica permanente, educação profissional, mecanização adaptada, acesso à internet, fortalecimento de cooperativas, agroindustrialização e garantia de mercado para a produção.
Outro ponto destacado no artigo é a necessidade de incentivar a permanência dos jovens no campo. Para Macre, a sucessão rural depende da ampliação da oferta de educação técnica e da incorporação de tecnologias de gestão e comercialização nas propriedades familiares.
Como proposta, Júnior do Macre no artigo apresenta os princípios do programa Plantar o Futuro, que busca estruturar cadeias produtivas a partir das vocações econômicas de cada região do Pará. A iniciativa prevê etapas como mapeamento territorial, organização dos produtores, capacitação técnica, acesso ao crédito assistido, fortalecimento das cooperativas, implantação de agroindústrias e celebração de contratos de comercialização.
O texto também defende que cada região paraense receba políticas específicas de acordo com suas características produtivas. Entre os exemplos citados estão o fortalecimento das cadeias do açaí e da mandioca no Baixo Tocantins, do cacau e da agrofloresta no Xingu, da bubalinocultura e do turismo no Marajó, além da diversificação econômica e da qualificação de fornecedores na região de Carajás.
Na conclusão, Júnior do Macre sustenta que o desenvolvimento do estado depende da integração entre o agronegócio empresarial e a agricultura familiar, afirmando que ambos possuem papéis complementares na economia.
“O Pará não precisa escolher entre o grande e o pequeno. O grande leva o Pará para o mundo. O pequeno faz a renda circular dentro do Pará”, afirma o autor, encerrando o artigo com a frase que sintetiza sua proposta: “O pequeno produtor paraense não é atraso. É potência sem estrutura.”
