Mesmo após a Justiça determinar a devolução de mais de R$ 20 milhões aos cofres públicos, o secretário municipal de Obras, Roginaldo Rocha, e o engenheiro Cássio Roberto continuam exercendo funções na Secretaria de Obras e assinando documentos oficiais.
A decisão judicial está relacionada a um processo envolvendo o Consórcio Vitória, no qual foram apontadas suspeitas de irregularidades e desvios de recursos públicos. Cássio Roberto era o engenheiro responsável pela fiscalização do consórcio.
Roginaldo Rocha foi nomeado pelo prefeito Aurélio Goiano e permanece no comando da Secretaria de Obras. A manutenção do secretário e da equipe ligada à pasta, mesmo após a condenação e a determinação de devolução de mais de R$ 20 milhões, chama atenção.
A situação também levanta uma questão política: por que o prefeito Aurélio Goiano decidiu manter no cargo um secretário cuja equipe está relacionada a uma decisão judicial envolvendo milhões de reais? Quem teria influência sobre essa nomeação a ponto de garantir a permanência do secretário?
O caso ganha ainda mais repercussão diante das suspeitas de irregularidades e desvios de recursos públicos envolvendo contratos de obras.
Até o momento, os citados não se pronunciaram sobre o assunto.
